Por que escrevi esse livro?
Por que escrevi esse livro?
Uma Vida - Três Corações
O que eu quis escrever em Uma Vida – Três Corações !
Eu sou de uma época em que você namorava — em casa — celebrava um noivado — festa — e depois casava de véu e grinalda. O tempo passou. A sociedade mudou — novos paradigmas — e tudo nos foi apresentado como: evolução.
Mas é aí que está uma das minhas inquietações. Porque se é evolução, como pode estar na superfície?
Acredito que evoluir não é emergir, mas sim, aprofundar-se. Mergulhar para o mais intenso e verdadeiro.
Essa intensidade — ou profundidade — destoa do que vem sendo nos ensinado — já algum tempo — e que prega que o certo é ser: de superfície.
“Quanto eu ganho nesse relacionamento?”
“Trate, com você é tratado”
“Se deu certo, ótimo. Se não deu… já sabe!”
Esse meu pensamento não é saudosismo ou critica à sociedade contemporânea. Porque eu não trago respostas. Trago perguntas que nascem das minhas inquietações.
E uma delas é justamente: não deveríamos ser mais intensos? Não deveríamos ir mais fundo?
Agatha, John e Hilmar nasceram por causa dessas perguntas, porque eu precisava de um universo onde pudesse testar a alma humana. Onde eu pudesse perguntar:
E se… três pessoas totalmente desconhecidas, origem, cultura, idade, histórias… traumas, fossem encurraladas pela vida — e eu acredito que todos nós em algum momento somos — e que por isso acabaram trilhando um caminho de libertação — mas não de uma doença… de algo mais profundo e aprisionador.
Através desse: e se…, pude ir mais fundo, pude me questionar e voltar a me perguntar:
E se fosse eu?
Daria amor sem pedir nada em troca?
Me deixaria ser libertado?
Uma Vida – Três Corações, é o lugar onde pude esticar a nossa realidade sob um prisma de amor intenso e profundo. Do tipo que está disposto a dar tudo sem pedir nada em troca. E que talvez por isso, raramente falamos sobre ele.
R. Peroma
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