Por que escrevi esse livro?
Por que escrevi esse livro?
AQUAE
AQUAE tem ilha, navio, guerra, perda... conquista, coração, perdão, amor.
Para mim tem mais do que tudo isso, ele é uma memória... um relato, um evento impossível, uma experiência com o Divino. E é por isso que AQUAE é mais do que um livro para mim.
No ano de 2021, em pleno auge do isolamento da pandemia que assolou a todos — mas que no meu caso veio acompanhada de uma solidão deixada pelos meus filhos que foram viver as suas próprias vidas, e de um divórcio inesperado após um relacionamento de vinte e oito anos, e de uma falência financeira — eu mergulhei no mais profundo dos oceanos, o da depressão.
De um homem cheio de certezas, condição financeira estável, com vida social ativa e vários diplomas em uma pasta, passei a ser um humano mergulhado no mais escuro e frio dos oceanos, aquele que te diz: que você não tem mais motivos para viver.
Mas Deus, que possui uma paciência e um amor incompreensíveis, utilizou-se da literatura para — em quinze minutos, sem medicamentos, sem terapia — me tirar desse calabouço, colocando em mim — em meio ao meu choro e desespero — um sono, me despertando após quinze minutos com o início de uma história na cabeça, e um: “e se…” inquietante, que só foi apaziguado quando comecei a escrever AQUAE.
Em AQUAE Junior Muller precisou afundar com o navio e emergir para entender que nada havia de errado em sua vida. Na vida real eu precisei de um sonho de quinze minutos, dados por Deus, para entender a mesma coisa.
AQUAE nasceu nove meses após eu ter acordado de um sonho que deu origem a um livro de 900 páginas, e que foi escrito por um homem que ainda não sabia escrever livros — só aprendendo depois quando a história já estava toda no papel.
Escrevi o subtítulo para transmitir a ideia do núcleo do que eu quis escrever...
Uma distopia naval política?
Uma fantasia?
Uma aventura... retro futurista?
Eu apenas consigo ver AQUAE como uma grande parábola de nós mesmos.
Não se conformar como esse mundo é...
estamos falando de AQUAE ou da Terra ?
R. Peroma
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